NAVEGAÇÃO VISUAL E ESTIMADA – MÉTODOS DE NAVEGAÇÃO / A TERRA E A NAVEGAÇÃO AÉREA – AULA 1

Navegação Aérea Visual e Estimada é uma matéria que exige estudo profundo e constante por parte do aluno. Além de possuir diversos tópicos que infelizmente precisam ser decorados, a navegação também traz na bagagem muitos cálculos matemáticos que, embora simples, demandam prática. Boa aula!

Música para a aula: 

OS MÉTODOS DE NAVEGAÇÃO

  • NAVEGAÇÃO VISUAL OU POR CONTATO: É o método de navegação mais simples. Consiste no constante contato visual do piloto com o terreno que, através de pontos de referência na superfície, faz a sua navegação.
  • NAVEGAÇÃO ESTIMADA: Nesse método o piloto realiza cálculos específicos para determinas os estimados em cada um dos pontos de referência (Waypoints) da rota. Para esse tipo de navegação, têm-se como instrumentos básicos: a bússola de navegação, o velocímetro, uma carta aérea da região onde pretende-se voar e um relógio.
  • NAVEGAÇÃO ELETRÔNICA: A posição da aeronave é calculada através de equipamentos eletrônicos capazes de determinar a sua localização de forma rápida e precisa. Esse método de navegação é muito empregado em aeronaves com alta tecnologia embarcada, não sendo utilizado na aviação geral, sendo assim, não convêm aprofundar esse assunto no curso de Piloto Privado.
  • NAVEGAÇÃO CELESTIAL: Método antigo para caral**, onde o navegador se localiza por meio dos astros utilizando um equipamento chamado “sextante”. Não precisa saber mais que isso.
  • RADIONAVEGAÇÃO: Equipamentos instalados na aeronave captam ondas de rádio transmitidas por estações em terra e, através da interpretação desses instrumentos, determina-se a posição da aeronave. É um método extremamente difundido hoje em dia, e que será visto com mais detalhamento no curso de Piloto Comercial/IFR. No curso de Piloto Privado, já bastam explicações sobre os aspectos básicos dos principais instrumentos de radionavegação, como o VOR e o ADF.
  • NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE: O GPS (Global Positioning System) que comanda a parada. Ele determina com facilidade e precisão a posição geográfica da aeronave. O fato de ser um equipamento de uso descomplicado, de baixo custo e por possuir boa precisão tem feito o GPS cada vez mais presente na aviação.

A TERRA E A NAVEGAÇÃO AÉREA 

A terra não é redonda.
– Hãn? – Galileu se revirou no túmulo agora. Mas é a verdade. Embora Galileu estivesse absolutamente correto quando defendeu que a terra não era quadrada, muito menos plana (e ainda foi perseguido pelo clero por tamanhos “absurdos”), a terra não é redonda, mas ela está muito perto disso. O fato é que nosso planeta possui um pequeno achatamento nos pólos, não sendo exatamente uma esfera perfeita.  Ou seja, a terra é quase redonda. 

CÍRCULO MÁXIMO

Ao se dividir uma esfera em 2 parte idênticas por um plano, este plano, passando pelo centro da esfera, forma o chamado círculo máximo. São exemplos de círculo máximo: o meridiano de Greenwich, a linha do equador, e qualquer outro plano que passe pelo centro da terra.

CÍRCULO MENOR

A esfera é dividida em duas partes desiguais por um plano que não passa pelo centro da terra. São exemplos de círculos menores: os paralelos e os trópicos.

MOVIMENTOS DA TERRA

ROTAÇÃO A terra gira em torno de seu próprio eixo imaginário. Tal eixo possui uma inclinação de 23,5º, essa inclinação é a responsável pela diferenciação das estações do ano entre o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte.
O movimento de rotação tem duração de 24hrs, sendo realizado em sentido anti-horário. Esse movimento também é o responsável pelos dias e noites.

TRANSLAÇÃO – É o movimento da terra ao redor do sol. Esse movimento tem a duração de aproximadamente 365 dias (366 em anos bissextos), o equivalente a um ano (jura?), e é o responsável pelas estações.

MERIDIANOS

Um meridiano é uma semi-circunferência (180º) de um círculo máximo, sendo limitado pelos pólos. Todo meridiano indica o Norte/Sul verdadeiros, e todos eles cruzam perpendicularmente (num ângulo de 90º) a Linha do Equador. Os meridianos variam de 0º a 180º para Oeste (O ou W) ou Leste (L ou E) a partir do Meridiano de Greenwich. 

MERIDIANO DE GREENWICH – É o meridiano que passa sobre a cidade de Greenwich na Inglaterra.
Por convenção, o Meridiano de Greenwich divide o globo terrestre em Ocidente e Oriente, permitindo, assim, medir a Longitude. O Meridiano Zulu (como também é conhecido) também determina a Hora Universal Coordenada (UTC), ou seja, o horário de Greenwich é o horário universal da aviação, isso será visto com maior profundidade mais adiante.

MERIDIANO 180º ou LINHA INTERNACIONAL DE DATA – É o anti-meridiano (oposto em 180º) do Meridiano de Greenwich, e marca o ponto no qual ocorre a mudança de data. Ou seja, ao atravessá-lo, muda-se o dia. A Leste, é um dia a menos do que a Oeste dessa linha localizada no Oceano Pacífico.

PARALELOS

Um paralelo é todo círculo menor paralelo a Linha do Equador. Os paralelos variam de 0º a 90º para Norte (N) ou Sul (S) a partir da Linha do Equador. 

LINHA DO EQUADOR – É o nome dado à linha imaginária que constitui um círculo máximo que atravessa a terra perpendicularmente ao eixo de rotação da terra. A Linha do Equador possuí como principal finalidade a divisão da terra em Hemisfério Sul e Hemisfério Norte.

REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO – UNIDADES DE MEDIDA / ALFABETO FONÉTICO – AULA2

Na aviação mundial, com raras exceções, são utilizadas unidades de medidas padronizadas afim de garantir maior segurança e agilidade na comunicação e, consequentemente, no voo em si. Essas unidades encontram-se no ANEXO 5 da OACI (Organização de Aviação Civil Internacional), e são as seguintes:Clipboard01

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Assim como são utilizadas Unidades de Medida padrões, a aviação mundial possuí uma alfabeto fonético que deve ser utilizado para: soletrar, por radiotelefonia ou outros meios de comunicação verbais, abreviaturas, indicadores aeronáuticos, matrículas de aeronaves ou até mesmo palavras de pronúncia duvidosa. Untitled presentation

Já os números são lidos normalmente, em português, com exceção do algarismo “1”, que será lido como “UNO” e o “6”, que será lido como MEIA”. Ao ler uma frequência, por exemplo 116.70 MHz, teremos: UNO UNO MEIA SETE ZERO, ou UNO UNO MEIA DECIMAL SETE.

REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO – AS ENTIDADES DA AVIAÇÃO BRASILEIRA – AULA 1

Regulamentos de tráfego aéreo talvez seja a matéria mais importante que você terá durante seus cursos de formação. Ela é, sem dúvida, a que será mais aplicada no seu dia-a-dia como piloto.
Além de fundamental para a segurança do voo, o conhecimento pleno de seus ensinamentos o tornará um piloto muito mais consciente, ágil e sagaz, pronto para qualquer adversidade que se apresente. Boa Aula!

Música Para a Aula:

O Comando da Aeronáutica e Suas Estruturas

CAER – O CAER (Comando da Aeronáutica) estabelece e gerencia as normas e métodos recomendados pela OACI (Organização de Aviação Civil Internacional), cabendo-lhe as funções de fiscalização da aviação civil, de proteção ao voo, de manutenção, aquisição de equipamentos apoio humano logístico para a aviação civil e militar brasileira.


No Brasil, existem Três sistemas fundamentais para o funcionamento seguro e eficaz das atividades aéreas no seu território. Dois deles, o SISCEAB e o SIPAER possuem órgãos centrais militares e o outro, o SAC, um órgão central civil. Veja a seguir: 

SISTEMA DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO (SISCEAB)

O SISCEAB tem, como Órgão Central o:

DECEA

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo é, como o próprio nome já diz, o responsável pelo controle estratégico sistêmico, do espaço aéreo do país. São seus subordinados:

  • CGNA – O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea é um órgão do DECEA que tem por missão a harmonização do gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo, do espaço aéreo e das demais atividades relacionadas com a navegação.
  • DTCEA – Departamento de Tráfego e Controle do Espaço Aéreo, mantêm a mesma filosofia do DECEA.
    Cada DTCEA pode ter sob seu controle um ou vários órgãos de tráfego aéreo em uma determinada localidade.
  • SRPV – Serviço Regional de Proteção ao Voo é uma unidade regional do DECEA sediada no Aeroporto de Congonhas em São Paulo. Ele é o responsável pelo gerenciamento apenas das terminais de São Paulo e do Rio de Janeiro, que incluem seis dos aeroportos mais movimentados do país.
  • CINDACTA – Os  Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo prestam serviços de gerenciamento de tráfego, defesa aérea, informações aeronáuticas, meteorologia, telecomunicação e busca e salvamento.
    Existem 4 CINDACTA’s a saber:
  1. CINDACTA I – Região Central do Brasil, sediado em Brasília;
  2. CINDACTA IIRegião Sul do Brasil, sediado em Curitiba; 
  3. CINDACTA III – Região Nordeste e extensa área do Oceano Atlântico, sediado em Recife;
  4. CINDACTA IV – Região Norte do Brasil, sediado em Manaus.

  • INFRAERO – A empresa civil de âmbito federal, Infraestrutura Aeroportuária S/A, é a encarregada da administração aeroportuária dos mais importantes aeroportos brasileiros, mas que também exerce atividades de proteção ao voo, estando operacionalmente subordinada aos DTCEA’s respectivos e, por consequinte, ao DECEA.

SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL (SAC)

O SAC tem como Órgão Central a: 

ANAC

A Agência Nacional de Aviação Civil é uma agência reguladora independente sob regime de autarquia. A ANAC fiscaliza, controla e gerência a aviação, buscando preservar equilíbrio econômico-financeiro; zelar pelo interesse dos usuários e consumidores cumprir a legislação pertinente ao sistema por ela regulado. São suas subordinadas:

  • GER – As Gerências Regionais de Aviação Civil  estão espalhadas por todo o Brasil, atuando como elo entre a ANAC e a Comunidade Aeronáutica, exercendo as funções de fiscalização e orientação nas diversas áreas de atuação do sistema de aviação. Ou seja, as GER’s atuam como um ANAC regional, atendendo a comunidade.
  • SAC – As Seções de Aviação Civil estão subordinadas a Gerência Regional de sua área e estão localizadas nos principais aeroportos do país.

SISTEMA DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS (SIPAER)

O SIPAER tem como Órgão Central o:

CENIPA

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, está diretamente subordinado ao Comando da Aeronáutica (CAER). O CENIPA tem por objetivo planejar, controlar, coordenar e executar as atividades de investigação e prevenção  de acidentes aeronáuticos dentro da área de responsabilidade do Brasil. Seus órgãos subordinados são:

  • SERIPA – O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos são órgãos regionais distribuídos por todo o território nacional e que desenvolvem ações de investigação e prevenção de acidentes regionalmente.

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Espero que essa aula o tenha ajudado a entender um pouco melhor sobre o funcionamento das atividades aéreas no Brasil. Até mais!

CONHECIMENTOS TÉCNICOS- O BÁSICO DO AVIÃO – AULA 1

Conhecimentos Técnicos é aquela típica matéria que assusta a princípio, parece tão extensa e obscura que dá até preguiça de começar. Mas não é bem assim, Conhecimentos técnicos é sim um tema complicado, mas não impossível. Provavelmente você já se aprofundou no seu curso teórico, ou até mesmo em casa como autodidata. Mas por que não voltarmos ao básico?

Muitas vezes não conseguimos entender o por que de não captarmos determinados assuntos. Porém, não nos atentamos ao fato de que o motivo pode ser um erro banal na compreensão de um único tópico anterior despretensioso, mas elementar. Em grande parte das vezes é esse o caso.

Enfim, passadas as razões para um começo pelo inicio (complicado, não?), mãos à obra!

Música Para a Aula

O CONCEITO DE AERONAVE

Aeronave é todo aparelho capaz de voar. Faz sentido… Essas mesmas aeronaves podem ser classificadas em duas classes distintas: Aeróstatos e os Aeródinos.

– Aeróstatos = São os veículos “mais leves que o ar”, é o caso dos Balões, dos Dirigíveis. Os Aeróstatos realmente não nos importam, a não ser que você se depare com um balão na sua proa durante a final, neste caso eles possuem importância vital.

– Aeródinos = Esses sim nos interessam, são aeródinos todas as aeronaves que se baseiam na 3º Lei de Newton (Ação e Reação), e são, obviamente, mais pesados que o ar. Os Aeródinos podem ser tanto de Asa Fixa (Aviões, Planadores, Aero Boeros..), como de Asa Rotativa (Helicópteros).

Nos aeródinos de Asa Fixa o componente que gera a sustentação é a Asa (Também faz sentido). Já nos de Asa Rotativa são as Pás do Rotor (Que fazem menos sentido do que a anterior). Ambos, Asas e Pás do Rotor são denominados Aerofólios, ou seja, são dispositivos que possuem relação direta com a sustentação e, consequentemente, com o voo do avião e do helicóptero.

Como o foco é com o curso de PPA (Piloto Privado de Avião), os helicópteros não terão muito enfoque nesse e nos próximos artigos. Mas quem deseja pilotar helicópteros sinta-se sempre bem-vindo, a profissão é linda e, quem sabe um dia, não tenhamos alguém pra editar conteúdos mais aprofundados sobre eles.

O AVIÃO E SEUS COMPONENTES

Os elementos de um avião podem ser classificados em 3 ( Três) grupos:

  1. Estrutura – É o corpo do avião, tudo o que dá forma ao avião faz parte deste grupo: Asas, Ailerons, Fuselagem, Empenagem e Superfícies de Controle.
  2. Grupo Moto-Propulsor – É o componente que fornece a propulsão ou força responsável pelo deslocamento do avião. A gente costuma chamar de “Motor” e “Hélice”.
  3. Sistemas – São diferentes partes com determinadas funções. Por exemplo: O Sistema de Combustível, o Sistema Elétrico, Sistemas de Ar Condicionado, etc…

ESFORÇOS ESTRUTURAIS

Os principais tipos de esforços sofridos por um avião durante seu voo são os seguintes:

  • Tração         
  • Compressão
  • Flexão
  • Cisalhamento
  • Torção

Uma imagem é capaz de explanar melhor do que o mais iluminado escritor:

MATERIAIS

Eles devem ser resistentes e leves, mas nem sempre é assim, pelo menos não quando os órgãos competentes são ausentes. Pergunte ao Cmte.Rogério Maconha, aviador excepcional do garimpo que já voou com avião recoberto com Morim das Casas Pernambucanas, cômico e quase trágico. Enfim, as Ligas de Alumínio são o material mais utilizado, existem também aviões recobertos com telaplástico reforçado ou com o moderno e eficiente Kevlar.

ASAS

As asas produzem a sustentação necessária ao voo, o aprofundamento nessa formação da sustentação só será visto no básico da Teoria de Voo. O foco aqui são os principais componentes de uma asa e suas respectivas funções:

  • Suportes – Dão apoio à asa, são componentes de aviões de asa alta ou parassol (asa semi-cantiléver).
  • Longarinas – São os principais elementos da asa e resistem à esforços de Flexão.
  • Tirantes – São cabos de aço esticados em diagonal que suportam esforços de Tração (Necessários somente em asas cobertas com tela).
  • Nervuras – Dão o formato aerodinâmico à asa e transmitem os esforços aerodinâmicos sofridos para a longarina.
  • Montantes – Normalmente se localizam entre as longarinas e suportam esforços de Compressão (Necessários somente em asas cobertas com tela).

Os aviões podem ser classificados quanto à asa que possuem:

Quanto à localização eles podem ser: 

  • Asa Baixa (Piper Cherokee)
  • Asa Média (Piaggio P180)
  • Asa Alta (Cessna 152)
  • Asa Parassol (Repulogpégyàr Levente) 

Já quanto à fixação das asas:

  • Asa Cantiléver (observe a inexistência dos suportes)

  • Asa Semi-Cantiléver

Quanto ao número de asas: 

  • Monoplano 
  • Biplano -Tem duas, ó só, duas asas.
  • Triplano – Nunca vi, mas dizem que existe, ou existiu.

E, por fim, podem ser classificados também quanto a forma da asa:

  • Asa Retangular

  • Asa Trapezoidal

  • Asa Elíptica

  • Asa em Delta

FUSELAGEM

A fuselagem é aonde estão fixadas as asas e a empenagem. É nela também que fica a galera que gosta de voar (ou não). A fuselagem pode ser classificada em 3 (Três) tipos:

  • Estrutura Tubular – É constituída por tubos de aço soldados, externamente é apenas revestida por Tela (ou Morim). É o tipo mais arcaico de estrutura.
  • Estrutura Monocoque – Nesse tipo de estrutura são as cavernas que conferem o formato aerodinâmico. Os esforços são suportados por essas mesmas Cavernas e também pelo Revestimento, que normalmente é de ligas de Alumínio, Plástico Reforçado ou Contraplacado de Madeira.
  • Estrutura Semi-Monocoque – É o tipo de estrutura mais frequente nos aviões contemporâneos. É formada por Longarinas, Cavernas e Revestimento, todos capazes de suportar aos esforços sofridos pelo avião. Os materiais são os mesmos da Monocoque.  A principal diferença entre ambos os tipos de estrutura é a presença da Longarina na Semi-Monocoque, sendo a mesma inexistente na Monocoque.

EMPENAGEM

A empenagem é um conjunto de componentes associados a estabilizar o voo do avião. Pode ser dividida em duas partes:

  • Superfície Horizontal – Aquela que fica na horizontal (Sério isso?!) e se opõe à tendência de levantar ou abaixar a cauda. É normalmente formada por um Estabilizador Horizontal fixo e um Profundor móvel. Pode ser também inteiriça e toda móvel.
  • Superfície Vertical – É a superfície que se opõe à tendência de guinar do avião. Normalmente é constituída por um Estabilizador Vertical fixo (Deriva) e um Leme de Direção Móvel.

SUPERFÍCIES DE CONTROLE

São as partes móveis da asa e da empenagem, normalmente ficam no bordo de fuga do aerofólio, e têm como função o controle do voo do avião. As superfícies de controle podem ser dividias em duas:

  • Superfícies Primárias – Ailerons, Leme e Profundores.
  • Superfícies Secundárias – Compensador do Aileron, Compensador do Profundor e Compensador do Leme de Direção.

FLAPES e “SLATS”

Ambos são os chamados Dispositivos Hipersustentadores pois permitem um aumento da sustentação produzida pela asa (daí vem o “hiper”, perspicaz, não?). São muito úteis no pouso e até mesmo na decolagem, pois permitem que a mesma seja mais curta e que o pouso seja feito com menor velocidade.

SPOILERS

São os Freios Aerodinâmicos do avião, logicamente são utilizados com o objetivo de diminuir a velocidade do avião, normalmente durante uma descida ou auxiliando a parada da aeronave após o pouso. Podem, também, auxiliar na função dos Ailerons. São mais comuns em aviões de alta performance, sendo remota a sua existência em aeronaves da aviação geral.

COMPONENTES SECUNDÁRIOS 

Também fazem parte da estrutura do avião as portas, janelas de inspeção, carenagens…

Espero que esse artigo tenha sido de fácil compreensão e que seu conteúdo tenha sido estudado com a calma necessária, por mais básico e sucinto que seja. Uma segunda leitura pode ser um bom caminho para quem não entendeu ou memorizou determinados pontos. Caso alguma passagem esteja confusa me avise comentando e me indicando o que pode ser melhorado. Terei prazer em fazer as adequações necessárias. Assim como tudo na vida, escrever exige prática. Ao longo do tempo desejo aperfeiçoar minhas técnicas de escrita a fim de melhorar a assimilação e compreensão do que for escrito. Mas, enquanto eu não me torno um Drummond da vida (acomode-se pois vai demorar), eu vou me virando da forma que sei para trazer um conteúdo sempre simples, bem-humorado, atual e conveniente a todos nós, Aspirantes a Aviador!

Entrevista imperdível com o supracitado Rogério Maconha, vale a pena conhecer a figura:

O Ambiente Ideal De Estudo

O SOM

Eu, particularmente, acredito que o som do ambiente é fundamental. Não importa o que você prefira musicalmente, mas sim que você se sinta genuinamente focado e desestressado durante o estudo.  Já conheci gente que produzia coisa de qualidade ao som de heavy metal, outros no mais inquietante silêncio, eu já prefiro a melodia clássica ao fundo. Sinto-me relaxado e concentrado sem a intervenção da voz do cantor, afinal, ou eu canto ou eu estudo. O silêncio total me distrai, assim como o batuque do tambor ou a mãe chamando para jantar. A boa música redefini a compreensão da taciturnidade, ao mesmo tempo em que há som, a sensação é a de sua ausência. O que eu quero dizer é: A música bem escolhida não distrai, nem atrapalha, muito pelo contrário, ela pode auxiliar. Estudos indicam que quem estuda escutando música clássica tem um desempenho matemático e lógico superior a quem estuda no silêncio.

Seja no silêncio, ouvindo um autêntico Tchaikovsky, ou até mesmo sobre a influência quase entorpecente de um Metallica, o ideal é que a música nunca se torne uma distração. O papel dela é relaxar inconscientemente e colocar seu cérebro no clima de absorver o que se lê. Caso você se pegue constantemente lendo um complicado livro de Aerodinâmica de Alta Velocidade ao mesmo tempo em que se arrisca como um novo Renato Russo, pare! Não só devido ao fato de que Renato Russo é incomparável e você é um desafinado, mas sim pelo fato de que seu objetivo não está sendo alcançado na sua plenitude. Afinal, o seu foco é entender o que está escrito no livro ou decorar Faroeste Caboclo? Pelo visto nenhum dos dois. Aerodinâmica de Alta Velocidade é uma matéria complicada e Faroeste Caboclo impossível de saber de cór. A tentativa de aprender os dois ao mesmo tempo então, utopia.

O AMBIENTE

O aspecto visual é tão importante quanto o sonoro. A premissa do que se vê em muito se assemelha com o que se escuta: Elas nunca devem te distrair. O ambiente monótomo iluminado apenas com a luz do abajur é um grande auxilio ao estudo envolvente. Desligue a TV, apague a luz, acenda a luminária, sente-se numa poltrona confortável e leia. Avise sua família que irá estudar e que o mínimo de interferência possível é uma boa pedida. Ao fundo apenas o som da sua canção escolhida, a frente apenas o livro, um caderno para as anotações necessárias, uma caneta e um grifador. A alteração da sua “Vibe” será instantânea, o recinto aconchegante é um fator primordial no estudo bem executado.

Não encare o aprendizado como um momento de tristeza que só é feito por necessidade, mas também não o encare como um momento de diversão. Ele deve ser um ato de terapia, suavidade, foco e erudição. Procure fazer assimilações constantes e sagazes, não se amarre à rotina do estudo, comande-o! O ambiente descrito acima pode ser facilmente encarado como o local para o sono sublime e, de fato, caso você não seja capaz de adequar sua mente ao que deve ser feito e nem souber como se manter ativo e absorto no que se faz, ele será.

Portanto, o ambiente sensorial é importantíssimo, mas o mental é fundamental. A omissão desse último é uma constante a que muitas vezes não nos damos conta. Procure estudar apenas quando estiver espiritualmente e mentalmente tranquilo, não sente-se para se instruir com aborrecimentos não resolvidos, ao menos os deixe de lado enquanto aprende. E lembre-se: O ato de estudar deve ser terapêutico, nunca problemático.

Dicas de Fundo Musical: